“Precisamos gizar estratégias para garantir o votos dos nossos compatriotas. Esta é a acção principal que se nos impõe para termos êxito nas eleições de 2012”, disse, num discurso, a propósito do 44º aniversário da UNITA.
Ernesto Mulato felicitou as mulheres pela luta em prol da igualdade do género e pediu aos militantes que respeitem a nova Carta Magna.
“A Constituição já está aprovada. Vamos seguir a Constituição, mas batendo-nos para que na primeira oportunidade possamos alterar as coisas”.
Aprofundamento da democracia
Aos militantes afastados do partido disse-lhes que as portas da UNITA estão abertas. “Os membros afastados do partido que estejam arrependidos e queiram voltar, podem fazê-lo. Venham e vamos discutir”, afirmou.
No Bié, o coordenador da UNITA, Manuel Saviemba, disse, no município de Kamacupa que o seu partido continua empenhado na luta pelo aprofundamento da democracia, visando a igualdade de oportunidades.
Falando no quadro das comemorações do 44º aniversário da fundação da UNITA, Manuel Saviemba exortou os militantes e simpatizantes do partido a respeitarem a nova Constituição de Angola, promulgada recentemente pelo Presidente da Republica.
Ao abandonar a sessão que aprovou a nova Constituição, a UNITA, frisou, cumpriu apenas com um princípio democrático e quis demonstrar que não estava de acordo com alguns artigos da Carta Magna.
“Ainda assim vamos respeitar a Constituição”, reiterou.
O dirigente da UNITA lembrou que a democracia fortalece a unidade, promove a reconciliação, o perdão, aproxima os homens e eleva a unidade na diversidade.
Saviemba defendeu melhor “divisão da riqueza para satisfazer a maioria dos angolanos”.
A UNITA, disse, está sempre pronto para o diálogo, para a solução dos grandes problemas da nação.
Preservação da paz
O secretário provincial da UNITA no Moxico defendeu, no sábado, no Luena, a preservação da paz alcançada em 2002, como factor fundamental para a verdadeira democracia em Angola.
João Muzaza, que falava na cerimónia política alusiva ao 44º aniversário da fundação do partido, afirmou que “quanto mais forte for a paz, verdadeira e consolidada será a democracia e o respeito pela convivência na diferença”.
O 13 de Março, referiu, deve servir de reflexão sobre a trajectória histórica da UNITA e os desafios futuros para que se possam alcançar os objectivos preconizados.
Muzaza fez uma retrospectiva das actividades da UNITA, desde a fundação, em 1966, e defendeu os princípios da boa governação.
Na cerimónia foram lidas mensagens da Juventude Revolucionária de Angola (JURA) e a Liga da Mulher Angolana (LIMA).
Fonte:Jornal De Angola


